27 de maio de 2012
Os gatos do telhado do outro lado da rua
Já me acostumei com a paisagem. O que eu vejo daqui já é o meu dia-a-dia, já faz parte de quem sou. E é daqui que arquiteto a semana, o que farei na próxima segunda à sexta. Os gatos testemunham minha aflição, minha tranquilidade, meu atraso e minha preguiça. Observam minha intimidade, já que às vezes esqueço de baixar a persiana. Hoje eles são a minha única companhia, hoje não vou fechar a janela.
17 de abril de 2012
Quem eu era
Já fazem alguns dias que eu venho tentando entender o que sinto. Dessa vez sem sentar e tentar escrever, quis mudar meus métodos e tentei analisar calmamente e sem materializar o que venho sentido, falhei. Depois de acostumada a transformar meus sentimentos em tolas palavras, é difícil viver sem canalizar os dias, sem construir contos românticos. Então cá estou eu, novamente tratando da minha psicologia com as palavras, tão clichê.
Só vim aqui escrever, pra tentar entender tudo o que aconteceu e escrever e deixar claro que a palavra é saudade. Santíssimo, como posso acordar, cozinhar, estudar, fazer compras no mercado e ir dormir sem conseguir tirar o pensamento dele? Foi tanto tempo que desaprendi a dar meus passos com a minha força, foi tanta alegria construída juntos que agora qualquer faísca de sorriso é incompleta, e a tristeza quando vem se multiplica, por que não há mais um ombro que aguente o fardo dos meus dramas. Meu bem, eu te peço desculpas, e me odeio por ter te deixado pensando horrores de mim, mas eu ainda não sou capaz de controlar tudo, mesmo que seja o que eu sempre tentei fazer.
Todo dia olho pra tua foto, penso em ligar e tenho medo de começar tudo outra vez. Todas as brigas, inconstâncias, choros, raiva. Mas tenho mais medo ainda que tudo mude, não que esqueçamos. Tenho medo que o silêncio nos permita a vivermos outra vida outra vez. Mês que vem é teu aniversário, e qual vai ser o presente?
Tenho saudade da leveza do meu ser contigo. Poder viver sem julgamento, com sorriso, risada e amor é a melhor coisa do mundo. Tenho tanta saudade da vida que tínhamos e que hoje são lembranças. Sei que não posso ficar lamentando, já que não há outra chance de viver, o tempo não voltará aos dias maravilhosos de moletom branco, all star e mochila. E como eu era feliz perto de tudo aquilo que tinha a minha cara.
Eu sei que mesmo que acabe, mesmo que mude, eu sei que sempre será amor.
Só vim aqui escrever, pra tentar entender tudo o que aconteceu e escrever e deixar claro que a palavra é saudade. Santíssimo, como posso acordar, cozinhar, estudar, fazer compras no mercado e ir dormir sem conseguir tirar o pensamento dele? Foi tanto tempo que desaprendi a dar meus passos com a minha força, foi tanta alegria construída juntos que agora qualquer faísca de sorriso é incompleta, e a tristeza quando vem se multiplica, por que não há mais um ombro que aguente o fardo dos meus dramas. Meu bem, eu te peço desculpas, e me odeio por ter te deixado pensando horrores de mim, mas eu ainda não sou capaz de controlar tudo, mesmo que seja o que eu sempre tentei fazer.
Todo dia olho pra tua foto, penso em ligar e tenho medo de começar tudo outra vez. Todas as brigas, inconstâncias, choros, raiva. Mas tenho mais medo ainda que tudo mude, não que esqueçamos. Tenho medo que o silêncio nos permita a vivermos outra vida outra vez. Mês que vem é teu aniversário, e qual vai ser o presente?
Tenho saudade da leveza do meu ser contigo. Poder viver sem julgamento, com sorriso, risada e amor é a melhor coisa do mundo. Tenho tanta saudade da vida que tínhamos e que hoje são lembranças. Sei que não posso ficar lamentando, já que não há outra chance de viver, o tempo não voltará aos dias maravilhosos de moletom branco, all star e mochila. E como eu era feliz perto de tudo aquilo que tinha a minha cara.
Eu sei que mesmo que acabe, mesmo que mude, eu sei que sempre será amor.
31 de março de 2012
Quem ela pensa que é?
Ela é aquela que se acostumou com as mudanças. Aprendeu, nos seus poucos anos vividos, que as coisas são transitórias e por isso é preciso aprender com cada acontecimento. A lição perdida agora pode ser o erro de amanhã. Ela é nova, ela sabe. Sabe que o que agora é certeza logo pode não ser mais, mas isso não a faz deixar de acreditar.
Ter vivido em diversas cidades a fez descobrir que algumas coisas mudam de nome, aipim é macaxeira. E da mesma forma outras coisas não se abalam com a distância ou o tempo. Ela viu algumas amizades morrerem embaixo de seus olhos e outras continuarem intactas depois de anos sem contato. Ela descobriu que é preciso guardar as melhores lembranças daqueles que você ama e levar a força desse sentimento a cada obstáculo.
A mãe dela sempre disse que ela era do tipo de criança que não parava quieta, que criava um mundo novo a cada brincadeira. E quando adolescente sempre foi a que colocou o pé das amigas no chão. Que tipo de personalidade é essa? Viaja para longe nos seus sonhos, mas na hora de agir quer saber onde irá pisar a cada passo.
E por fim, é fácil perceber que ela tem fé. Acredita cegamente que está salva, protegida. E é esse sentimento que a conforta. O que agora pode ser inexplicável na próxima página será claro como a luz do amanhecer.
(Texto escrito para a cadeira de Estudos Literários I, março 2012)
Refrão de Bolero
Essas semanas, essa distância, esses ares, as companhias, a falta e a sobra de tempo. As desconfianças, as cobranças, o ciúme, eu e tu. Todos esses são possíveis culpados por tudo isso que nos rodeia, me rodeia, te rodeia. Nos nossos espaços, tempos, corações, lembranças, raivas, remorsos. Meu amor, juro que me sinto fraca, estúpida, arrogante, orgulhosa, burra. E ao mesmo tempo sei que não poderia fazer mais nada. Francamente, me sinto como a pessoa mais egoísta do mundo e ao mesmo tempo a mais entregue. Eu não sei, é verdade quando digo isso.
Fique calmo, mesmo que seja estupidez da minha parte pedir isso. Eu continuo aqui, ouvindo as músicas que tu me ensinou a a ouvir, com a sua foto no porta-retrato, com a almofada na cama e com o coração na mão.
Fique calmo, mesmo que seja estupidez da minha parte pedir isso. Eu continuo aqui, ouvindo as músicas que tu me ensinou a a ouvir, com a sua foto no porta-retrato, com a almofada na cama e com o coração na mão.
Assinar:
Postagens (Atom)