23 de janeiro de 2011
Ao começo de uma mudança
Depois de uma semana como essa, não acredito que tenha a cara de pau de fazer qualquer tipo de reclamação. Essa última semana, que se pôs bem ao meio de meu mês favorito me fez perceber o quanto posso ser injusta, mesquinha, fraca e mal agradecida. Digo isso por minha enorme capacidade de julgar alguém, não por sua aparência, mas pelo que falam e por qualquer atitude mal interpretada por quem está louco para achar um defeito. Passei quase todo o último ano lamentando minhas incertezas, desilusões, medo e fraqueza. Agora percebo que a culpada sempre fui eu, que não tive a coragem para agir como queria, não tive a audácia de me colocar lado a lado com o coração. Acontece, assim é a vida. Existem épocas que são para pensar, outras para agir, para planejar, esperar, correr, criar. Como diz Deus, há o tempo certo para tudo! Graças a Deus! Ter Deus talvez seja minha maior e melhor alegria, por casa dele existo, e não falo pela criação. Sem a igreja não existiria, meus avós não teriam se conhecido, nem meus pais e eu não conheceria pessoas fundamentais em minha vida.
Essa ultima semana me fez perceber o quanto tenha que ser grata por todos os caminhos que já percorri, agradecer pelas escolhas que tive e pelas oportunidades de corrigir os erros das vezes que falhei. Pude corrigir erros calada, apenas ouvindo a voz de quem sempre sabe o que dizer. Pude conhecer pessoas as quais jamais pensei que poderiam existir. Pude perceber o quanto Deus é grande, bondoso e importante.
Nessa ultima semana percebi o quanto minha vida é boa, e quanto tempo gasto reclamando dela. Sei que continuarei a reclamar, mas com a esperança da melhora fortalecida. Essa semana me deixou feliz, pronta para um ano cheio de decisões, mudanças e conflitos. Tenho Deus e os caminhos que ele me reserva e nada pode ser maior que isso.
12 de janeiro de 2011
11 de janeiro de 2011
Do nosso tempo..
Eu tive um medo tão grande, acho que foi na última semana de dezembro. Quando ouvia meu pai e meu tio conversarem sobre sua turma na escola. Eles lembravam das histórias, dos professores, riam e se esforçavam. Se esforçavam para lembrar o nome de todos, e foi isso que me causou tamanho temor. Eles não conseguiam lembrar do nome de todos seus colegas, não conseguiam ligar esses nomes as rostos e assim, acredito eu, que muito tenha ficado para trás. Mas então eu paro e penso. E eu que estou vivendo nessa época de escola, que vivo pensando em meu amigos, histórias, realizações e momentos? Tudo isso se transformará em uma vaga lembrança, a qual eu dificilmente me lembrarei?
Triste, mas sim. A vida é assim, as coisas tem que progredir, o ciclo tem que prosseguir, os papéis tem que se inverter. filhos viram pais, alunos viram professores, seguidores viram exemplos, e a vida segue. Mas com esse pensamento martelando em minha mente não consigo manter tudo "bem". Sempre transbordo. Hoje mesmo, me peguei aos prantos, deitada em minha cama, por não saber como lidar com essas mudanças, que se aproximam a cada dia mais. Então lá vem todo o clichê, que é o real. O que tem de ser feito é aproveitar, para que as lembranças possam ao menos ser boas, as melhores, e que eu possa sorrir ao lembrar dessa época.
Meus filhos provavelmente quando quiserem se referir a época de minha adolescencia dirão: Mãe, no teu tempo era assim? E espero que eu possa responder: Não filho, no meu tempo era perfeito!
Triste, mas sim. A vida é assim, as coisas tem que progredir, o ciclo tem que prosseguir, os papéis tem que se inverter. filhos viram pais, alunos viram professores, seguidores viram exemplos, e a vida segue. Mas com esse pensamento martelando em minha mente não consigo manter tudo "bem". Sempre transbordo. Hoje mesmo, me peguei aos prantos, deitada em minha cama, por não saber como lidar com essas mudanças, que se aproximam a cada dia mais. Então lá vem todo o clichê, que é o real. O que tem de ser feito é aproveitar, para que as lembranças possam ao menos ser boas, as melhores, e que eu possa sorrir ao lembrar dessa época.
Meus filhos provavelmente quando quiserem se referir a época de minha adolescencia dirão: Mãe, no teu tempo era assim? E espero que eu possa responder: Não filho, no meu tempo era perfeito!
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