30 de junho de 2012


A noite de sexta, a chuva e a música certa traz algo de especial. Quem sabe sejam as histórias que ouvimos, reais ou não. Ou então o que nos espanta, as mudanças e as surpresas. Hoje percebi que o tempo corre, e que a vida passa rápido pelo tempo. Mal deu tempo de tirar algumas fotos, já estamos ficando para trás. Todos aqueles rostos me traziam expectativas e opiniões mal formadas. E quem sabe daqui mais alguns meses os rostos já não combinem mais com as caras de fato.

Sei que noites como essa são capazes de causar algo dentro nós. Um quarto a meia luz, espaço e sua atmosfera podem lhe transformar em o que você quiser, e hoje me tornei em algo melhor.

29, já 30 de junho. Já outro dia e a mesma noite.

17 de junho de 2012

Enquanto a chuva cai tento entender o que nos trouxe até aqui. Esse lugar e todos ou outros. Todas as minhas histórias e as do resto do mundo. O que nos trouxe até aqui? Qual o motor que nos move? Seja lá onde você vive, o que veste. Seus gostos musicais, literatos, cinematográficos. Comida, bebida, lugar. Vai além disso. O que nos move? O egoísmo humano ou a solidariedade universal? O que te revolta? Por que te revolta? O que tu faz por isso? Além de rotinas, compromissos, vícios e tradições. O que te faz pensar que vale a pena seguir em frente?

11 de junho de 2012

Shhh

Hoje ouvi algumas palavras de alguém que conhece o valor do silêncio, alguém que sabe viver em silêncio, que sabe estar atento para o silêncio. Senti inveja. Sempre tão agitada e falante percebi que aquilo que ouvi não pertencia a mim, e sei que de vez em quando apenas o silêncio resolve, e eu não tenho acesso. Por muitas vezes me aconselharam: "te acalma guria!", e eu até que tento, mas estar em atividade faz parte de mim. Ao mesmo tempo penso que a cada dia, a cada palavra que ouço nos raros momentos que mantenho-me quieta aprendo a ficar mais um instante em silêncio. Quem sabe crescer seja um pouco disso, parar para admirar a simplicidade do que sempre existiu, o nada.

27 de maio de 2012

Os gatos do telhado do outro lado da rua

Já me acostumei com a paisagem. O que eu vejo daqui já é o meu dia-a-dia, já faz parte de quem sou. E é daqui que arquiteto a semana, o que farei na próxima segunda à sexta. Os gatos testemunham minha aflição, minha tranquilidade, meu atraso e minha preguiça. Observam minha intimidade, já que às vezes esqueço de baixar a persiana. Hoje eles são a minha única companhia, hoje não vou fechar a janela.